Arautos d'El-Rei | “O Portugal de hoje já não é nosso”
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Manuel Alegre

“O Portugal de hoje já não é nosso”

É pena que certas opiniões de antigos revolucionários e “lutadores anti-fascistas” tenham deixado de se ouvir, sobretudo desde que passámos a viver em “democracia” e principalmente num momento em que tais opiniões teriam uma surpreendente actualidade. Veja-se, por exemplo, este comentário sobre a (alegada) dependência de Portugal (em 1965):

“O terror imposto pelos monopolistas nacionais, ligados a imperialistas estrangeiros, colocou o nosso país numa posição humilhante de dependência perante esses mesmos estrangeiros.
“O Portugal de hoje já não é nosso. É daqueles poucos que sobre a miséria do nosso povo e de outros povos, exploram, constroem as grandes fortunas que os tornam influentes e poderosos.
“Esta é uma verdade que não receia desmentido. Esta é uma verdade que nos propomos continuar a demonstrar.”

Pois é pena que não tenham continuado, sobretudo agora, quando é sabido que muitas das “grandes fortunas” de hoje estão precisamente nas mãos de “influentes e poderosos” com um passado “anti-fascista”…

As palavras transcritas foram difundidas pela “Rádio Voz da Liberdade” em 11 de Setembro de 1965, durante uma emissão dedicada ao tema “Portugal é um país dependente”.  Controlada por comunistas que se opunham ao regime de Salazar, esta rádio era um órgão da “Frente Patriótica de Libertação Nacional” (FPLN) que emitia a partir de Argel, entre 1964 e 1974.
O texto foi encontrado em recente pesquisa realizada pelo Tenente-Coronel Brandão Ferreira nos arquivos do Ministério da Defesa. Leia mais em
O Adamastor“.

 

Manuel Alegre [foto], conhecido como desertor das Forças Armadas, foi um dos colaboradores da “Rádio Voz da Liberdade” (Argel) que era ouvida pelos movimentos terroristas que tentavam expulsar-nos das nossas Províncias Ultramarinas. Na acção subversiva que exercia através dessa rádio, Alegre passava ao inimigo informações sobre os movimentos da nossa tropa, possibilitando emboscadas que causaram a morte a vários dos seus compatriotas. Foi graças a “lutadores anti-fascistas” como este, que se construíram algumas das “grandes fortunas” dos “influentes e poderosos” de hoje…



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