Arautos d'El-Rei | Portugal: um passado glorioso que o Socialismo quer apagar
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Portugal Ultramarino

Portugal: um passado glorioso que o Socialismo quer apagar

O percurso dos povos africanos no período pós-ultramarino tem sido um dos mais infelizes e mais trágicos da História da Humanidade. O genocídio, a fome, as doenças e os intermináveis conflitos étnicos têm sido, há mais de 50 anos, a nota dominante. E para isso têm contribuído os ditadores que vêm ocupando o Poder desde a proclamação da chamada “independência” desses povos.
Acumulando fortunas fabulosas e vivendo num luxo inconcebível, depressa criaram uma miséria e uma desigualdade sem precedentes, a qual só tem sido pontual e vagamente remediada pelo auxílio humanitário dos países da América do Norte e da Europa.

Em muitos casos, porém, esse auxílio tem agravado ainda mais o abuso do poder, na medida em que esses ditadores e seus sequazes frequentemente se apoderam dele para seu proveito pessoal, desviando bens alimentares, medicamentos e vestuário, para depois venderem ou usarem em campanhas “eleitorais” e manobras de chantagem. Em certos casos, como aconteceu na Somália (1991-96), as multidões esfomeadas que acorriam aos pontos de abastecimento eram simplesmente dispersadas e chacinadas a tiro instintivo de metralhadora pesada pelas milícias fanáticas do ditador Mohamed Farrah Aidid.
Em África, é infindável e continua a aumentar, a um ritmo praticamente diário, a lista das perseguições religiosas e étnicas, das chacinas, dos actos de crueldade, dos morticínios, das torturas e de toda a espécie de horrores. A imprensa, as televisões, os relatórios da ONU, das missões religiosas e das organizações humanitárias vão esporadicamente dando testemunho dessa dolorosa realidade, mas tudo isso continua a ser metodicamente “filtrado” e “trabalhado” pelos grandes meios de comunicação social.

A presença europeia em África, especialmente a presença portuguesa (do Séc. XV até 1974-75) foi o oposto disto. É verdade que houve certos erros e abusos (principalmente na colonização dos países protestantes), mas a nossa expansão ultramarina foi acima de tudo caracterizada por uma acção evangelizadora e civilizadora, que elevou o estatuto e o nível de vida daqueles povos, que deu às nossas Províncias Ultramarinas um florescimento e um progresso dos quais largos milhares de portugueses vivos ainda são testemunho.
Não obstante, tal é a força da máquina de propaganda revolucionária e tal é o grau do nosso amolecimento, que hoje é quase só com inibição, receio, complexos, timidez e escrúpulos que falamos dos “erros” do nosso passado ultramarino como se alguma vez, em tempo de guerra ou de paz, tivéssemos cometido os inconcebíveis crimes dos modernos déspotas africanos!

Para a geração que cresceu sob a influência da revolução esquerdista de 1974, Portugal não é mais do que este pequeno País no extremo ocidental da Europa, com uma economia em colapso e um povo indisciplinado, visto com desprezo pelas principais nações do Continente. Na verdade, essa é mais ou menos a situação para a qual nos deixámos arrastar.
Se essa geração, no entanto, conhecesse verdadeiramente o passado de Portugal, talvez já tivesse tentado fazer alguma coisa para evitar esta humilhação. Mas esse passado tem-lhe sido sistematicamente escondido e distorcido pela “revolução cultural” das últimas décadas.


Na impossibilidade de nos alargarmos aqui sobre a Epopeia dos Descobrimentos e sobre o extraordinário alcance da obra civilizadora de Portugal, fazemos aqui a todos os portugueses de boa-fé um apelo no sentido de não se deixarem influenciar pela “cultura” de esquerda, conservando bem vivas no coração estas palavras escritas pelo Tenente-Coronel Joaquim Mouzinho de Albuquerque ao Príncipe Real Dom Luís Filipe:
Este Reino é obra de soldados. Destacou-o da Espanha, conquistou-o palmo a palmo, um príncipe aventureiro que passou a vida com a espada segura entre os dentes, escalando muralhas pela calada da noite, expondo-se à morte a cada momento, tão queimado do sol, tão curtido dos vendavais como o ínfimo dos peões que o seguia. Firmou-lhe a independência o Rei de “Boa Memória”, que tantas noites dormiu com as armas vestidas e a espada à cabeceira, bem distante dos regalos dos Paços Reais. E para a formação de vossa Casa concorreu com o ele o mais branco dos seus guerreiros, que simbolizou e resumiu em si quanto havia de nobre e puro na História Medieval, um herói e um santo.(*) Mais tarde o Príncipe Perfeito, depois de haver mostrado que sabia terçar lanças em combate com o melhor dos cavaleiros, depois de haver abatido de vez todas as cabeças que se erguiam por demais altivas perante a Coroa Real, deu pela força da sua vontade de ferro um impulso de tal ordem às nossas naus, que foram ter ao Cabo da Boa Esperança, abrindo a Portugal o caminho por onde chegou ao apogeu da glória.

Luís Filipe Ferrand d’Almeida


Fotos:
1) A Epopeia dos Descobrimentos foi a mais notável obra civilizadora de Portugal, deixando raízes profundas nos quatro cantos do Mundo: América do Sul (Brasil), África (Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, São João Baptista de Ajudá, Cabinda, Angola e Moçambique), Índia (Goa, Damão e Diu) e Indonésia (Malaca e Timor).
2) A monumental barragem de Cabora Bassa (Rio Zambeze, Moçambique) constitui um testemunho inquestionável da nossa acção civilizadora no Ultramar e um notável esforço colectivo em que os africanos negros estavam perfeitamente integrados. Depois de termos abandonado as nossas Províncias Ultramarinas, o progresso foi substituído por uma impiedosa e longa guerra civil em Angola e Moçambique.

(*) Santo Condestável D. Nuno Álvares Pereira

 



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