Arautos d'El-Rei | Manifesto da TFP da Nova Zelândia sobre a traição do Vaticano aos católicos chineses
1790
post-template-default,single,single-post,postid-1790,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,vss_responsive_adv,qode-content-sidebar-responsive,qode-theme-ver-10.1.1,wpb-js-composer js-comp-ver-6.0.5,vc_responsive

Manifesto da TFP da Nova Zelândia sobre a traição do Vaticano aos católicos chineses

Do nosso correspondente Raymond de Souza

Nova Zelândia – Sua Eminência o Cardeal Joseph Zen continua a fazer fortes críticas à política que o Vaticano mantém com a China comunista.

Cardeal Joseph Zen (Foto: Corpus Christi Watershed)

Zen, bispo emérito de Hong Kong [foto], tem sido um crítico atento do acordo provisório celebrado em 2018 entre o Vaticano e a República Popular da China. Diz ele que o acordo não foi divulgado publicamente e concede poderes deliberativos ao governo chinês na escolha de bispos, colocando em risco de perseguição os católicos da China.

«Se quiserem provar-me que o acordo recentemente assinado foi aprovado por Bento XVI, só têm que me mostrar o texto, que até agora fui impedido de ver.»

O Cardeal criticou esse acordo, chamando-o de «imoral» e «contrário à consciência católica». É «descaradamente maligno e imoral porque legitima uma igreja cismática!», acrescentou.

«Estamos a rumar em direcção à unidade da Igreja na China?», perguntou Zen. «Que tipo de unidade? Que tipo de Igreja?»

«Cada vez mais a Igreja está sob perseguição [na China].  A igreja está condenada à clandestinidade e a desaparecer. Porquê? Porque nem a Santa Sé nos ajuda. Os bispos mais velhos estão a morrer, havendo 30 bispos na Igreja clandestina e nenhum novo padre ordenado.»

«Mas esperamos que [os católicos chineses] possam manter a fé nas suas famílias o que equivale “regressar às catacumbas!”»

«Menores de 18 anos não são admitidos em igrejas e não lhes são permitidas quaisquer actividades religiosas. O Natal é proibido em todo o país. Até a Bíblia deve ser “retraduzida” em conformidade com a “ortodoxia” comunista. Agora vemos cada vez mais controlo sobre a Igreja, havendo realmente em toda ela uma lamentação universal. Eu não posso fazer nada. Não tenho voz no Vaticano, simplesmente nenhuma».

«Humanamente falando, é uma situação sem esperança para a Igreja Católica porque podemos sempre esperar que os comunistas a persigam e agora sem que [os católicos fiéis] recebam alguma ajuda do Vaticano. O Vaticano ajuda o governo, rendendo-se e entregando tudo nas suas mãos».

«O Cardeal Pietro Parolin é muito optimista sobre a chamada Ostpolitik, a política do compromisso. Mas isso não basta: eles querem a rendição completa, ou seja, a aceitação total do comunismo».

«[Nesse acordo] o Vaticano perdeu tudo e não conseguiu nada. Não entendo por que fizeram tal coisa. Mas Parolin, o Secretário de Estado, sabe muito bem quem são os comunistas: não há como negociar com eles, não se ganha nada».

«Eu sempre pergunto se podemos imaginar São José a negociar com Herodes para salvar o Menino Jesus? De maneira nenhuma! Herodes só queria matá-Lo.»

Numa entrevista telefónica ao vivo, que tivemos com o Cardinal Zen e com o historiador Edmund Mazza, na Rádio Virgin Most Powerful of California, notei com tristeza que o Cardeal Joseph Zen desabafou sobre a sua frustração e decepção com a política de distensão entre o Vaticano e o Partido Comunista da China.

Tive a oportunidade de perguntar especificamente ao Cardeal Zen como via ele essa política do Vaticano, ao que ele respondeu exclamativamente: «É uma entrega total! Um sell-out

Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) foi Professor Catedrático de História Moderna na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Brasil) e Presidente do Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade – TFP.

Não é a primeira vez que o Vaticano entrega a Igreja aos comunistas. Em 1975, em oposição à política de détente do Papa Paulo VI com os países comunistas da União Soviética, o Professor Plinio Corrêa de Oliveira [foto], Presidente da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade – TFP enviou à Santa Sé um manifesto expressando a resistência dos leigos católicos a essa traição.

O manifesto foi reproduzido em vários idiomas e países. Nele, o Professor Plinio Corrêa de Oliveira proclamou o direito de os leigos resistirem às políticas erradas do Vaticano, por meio das quais os cristãos foram votados ao abandono e à opressão soviética. É evidente que tal política, manifestamente má, não está protegida pelo dogma da infalibilidade papal.

Assim como hoje o Papa Francisco não responde ao Cardeal Zen, também os ouvidos do Papa Paulo VI permaneceram surdos perante o clamor dos leigos da sua época. A vergonhosa política de détente entrou para a História como uma grande traição aos povos católicos na União Soviética, à semelhança do que acontece hoje com os chineses católico, traídos pelo Vaticano neste pontificado de Francisco. O leitor interessado em consultar  o manifesto, que lança muita luz sobre a situação actual da traição do Vaticano ao povo chinês, pode lê-lo aqui em português.

Esperemos e rezemos para que Nossa Senhora de Fátima intervenha em breve com o Seu Divino Filho e acabe com a vergonhosa política de traição, conforme Ela previu em 1917: «A Rússia espalhará os seus erros pelo mundo», mas «Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará.»

13 de Julho de 2020 – Aniversário da 3ª aparição de Fátima, onde Nossa Senhora anunciou que a Rússia espalharia os seus erros pelo mundo.

Raymond J. de Souza, KHS, KM
Executive Secretary of Tradition Family Property – TFP New Zealand

 



Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Mais informação

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close