Arautos d'El-Rei | 5 de Outubro: números, factos e motivos para rir
376
post-template-default,single,single-post,postid-376,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,vss_responsive_adv,qode-content-sidebar-responsive,qode-theme-ver-10.1.1,wpb-js-composer js-comp-ver-6.0.5,vc_responsive

5 de Outubro: números, factos e motivos para rir

Sérgio H.Coimbra

DA PRÓXIMA, A CELEBRAR O 5/10, ANTES A CONFERÊNCIA DE ZAMORA (INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL, EM 1143)

Ontem foi dia de festa para republicanos. Começam a entrar em êxtase com “o centenário (um centenário em quase mil anos de História). Ante o foguetório previsível para 2010, convém acalmar a turba. Para já, lembrando que fica mal comemorar uma coisa que começou com o assassinato do Chefe de Estado. Mas vamos aos factos.

O regime democrático era mais democrático antes de1910. Um dos primeiros PR, que, antes de o ser, tinha a liberdade de chamar “ladrão” e coisas piores ao Rei, foi dos que decretou prisão para quem escrevesse uma linha contra o próprio depois de eleito. Ainda sobre democracia, lembremos que a assembleia eleita em 1911 tinha composição totalitária: 97% dos lugares eram do Partido Republicano. O novo sistema também deu instabilidade. Façamos contas: de 1910 a 1925 tivemos quase 50 primeiros-ministros, mais do que no resto da epopeia lusitana. Uma das consequências foi o rendimento per capita dos portugueses em 1920 ser metade do que era em 1860. Estava até abaixo dos valores de 1790! Outra mostra da fraqueza republicana foi o arrastamento para a Guerra Mundial, que nos trouxe acima de 8.000 mortos e de 13.000 feridos, isto é, mais funerais e feridos do que 15 anos de guerra ultramarina haveriam de fazer. Mais triste dos factos: graças ao exotismo republicano, i.e, instabilidade governatva e bancarrota das finanças públicas, Portugal haveria de seguir para meio século de ditadura. Portanto, da próxima vez, a celebrar o 5/10, celebremos antes a Conferência de Zamora de 1143 (deu independência a Portugal) ou, se quer rir com a república, o aniversário da primeira transmissão dos Monty Python na televisão.

in “Meia-Hora” (Editorial), 6-10-2008

Foto: António José de Almeida, 6º Presidente da República, era um adepto da ditadura, da supressão das liberdades e da perseguição religiosa para manter os republicanos no Poder.



Este site utiliza cookies para permitir uma melhor experiência por parte do utilizador. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Mais informação

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close