Arautos d'El-Rei | Cravos no lixo
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Cravos no lixo

Na véspera do 25 de Abril, a revista «Visão» online publicou uma notícia dizendo que «Os cravos de Abril estão a morrer nas estufas porque ninguém os encomenda», mostrando fotografias dessas flores vermelhas a murchar ou já amontoadas no lixo.

Se a culpa é do vírus Covid-19, como diz a matéria da revista, por que motivo as floristas encomendaram milhares de cravos em pleno período de quarentena e confinamento,  sabendo (ou devendo saber) que corriam elevado risco de não vender?

Provavelmente não consideraram o factor principal, ou seja, o descrédito e o desinteresse em que caiu o golpe vermelho de 1974: «As flores símbolo da Revolução de Abril estão murchas, a morrer nas estufas, por falta de procura. Haverá melhor imagem para aquilo que está a acontecer à nossa liberdade?», reconhece o próprio artigo da Visão.

Assim é, com efeito! O desconhecimento do que foi a revolução vermelha de 1974 só se tem acentuado nas últimas décadas, sendo já pouquíssimos os jovens em idade escolar que sabem alguma coisa de relevante sobre esse acontecimento. Não o associam à tão propalada «liberdade» nem à «democracia» mas talvez à mentirosa política de esquerda que há 46 anos vem afundando este país no socialismo ateu, na globalização e na negação de todos os valores da nossa Civilização e das nossas tradições.

Há muito que o 25 de Abril deixou de ser dia de festa, excepto para os políticos da esquerda e seus companheiros de viagem, bem instalados nos órgãos do Poder, desde os Ministérios às Autarquias.

Para a Nação Portuguesa deveria ser dia de luto e dia para pedir perdão pelo abandono das nossas Províncias Ultramarinas e da sua bem urdida entrega ao comunismo soviético, com as decorrentes guerras civis, fome, devastação e miséria. Foi uma traição a todos os militares combatentes que perderam a vida em África ou aos que deixaram as suas famílias e empregos para irem ali servir. Foi igualmente uma traição a todos os portugueses, negros e brancos, que ali viveram e trabalharam para dar prosperidade àquelas terras tão promissoras, agora usadas e abusadas pela China comunista e por ditadores selvagens, ao serviço dos interesses sinistros da globalização.

Não há nenhuma «conquista» do 25 de Abril que possa apagar ou compensar a vergonha da descolonização, mas a Verdade vai felizmente voltando à superfície enquanto os cravos vermelhos são atirados ao lixo…

 



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