26 Fev “100 Mulheres pelas Mulheres”

(Foto: Jornal Económico)
A “partidocracia” portuguesa aposta cada vez mais na mediocridade, na incompetência e na demagogia.
Como é sabido, existe uma “lei da paridade” que supostamente serve para garantir certos direitos às mulheres no mundo do trabalho ou da política.
Essa lei foi recentemente objecto de alterações já aprovadas na Assembleia da República, mas ainda sujeitas à apreciação do Presidente da República. De acordo com essas alterações, passará a ser obrigatório um mínimo de 40% de mulheres nas listas eleitorais.
O novo decreto suscitou fortes reacções, dando origem a um manifesto intitulado “100 mulheres pelas mulheres” que foi entregue em Belém por uma representação liderada por Sara Sepúlveda da Fonseca, do grupo “Tendência Esperança em Movimento (TEM)”.
O manifesto considera que a nova imposição constitui “ingerência excessiva e desproporcionada na liberdade dos partidos políticos e/ou movimentos cívicos para escolherem os seus candidatos” e que estabelece “quotas abusivas para mulheres como se tratasse de um ser diminuído (…) e que não tem acesso a cargos políticos se não for à boleia de quotas”.
Além disso, pode haver muitas situações em que a população feminina não tenha elementos interessados ou suficientes para chegar aos 40% numa lista eleitoral, o que inviabiliza essa lista ou obriga a ir procurar mulheres apenas com o objectivo de preencher quotas, independentemente de serem ou não competentes para o cargo…
Mais uma medida da “partidocracia” para promover e “glorificar” a mediocridade no nosso país.
Depois de algumas tentativas de sabotagem, o manifesto conseguiu romper a barreira da censura e chegar às páginas do “Público” de 26 de Fevereiro de 2019.