Arautos d'El-Rei | Efeméride: O Colégio Militar comemorou o seu 214º aniversário
1398
post-template-default,single,single-post,postid-1398,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,vss_responsive_adv,qode-content-sidebar-responsive,qode-theme-ver-10.1.1,wpb-js-composer js-comp-ver-5.0.1,vc_responsive
Escolta do Colégio Militar

Efeméride: O Colégio Militar comemorou o seu 214º aniversário

“Esperemos que agora também não tirem o escudo da Bandeira já que o Portugal se está a ir, ao menos que nos deixem alguma coisa para nos lembrar que continuamos portugueses”.

Bininha, peixeira no mercado do Bulhão, RTP 1, em 28/02/2002. Programa “bom dia Portugal”, no dia em que o escudo deixou de circular…

Escolta do Colégio MilitarTudo decorreu como é de tradição, isto é, bem!

O Colégio Militar mostrou mais uma vez, que continua uma entidade viva, com alegria de viver, que se mantém uma família grande, que é uma instituição nacional e que os laços que ligam e pren dem toda a “família colegial” , unem todos os que lá vivem, estudam e trabalham, se alarga às famílias dos alunos e ex-alunos e se estendem pela vida fora, num contínuo que dura desde 1803.

Isto são os afectos verdadeiros, não os de circunstância.

Não existem no País, muitas instituições mais antigas e com tantos pergaminhos como o Colégio Militar.

É uma Instituição sólida, mas por mais sólida que seja pode desaparecer de um momento para o outro, vide o sucedido com o Instituto de Odivelas (fundado em 1900), ou o Supremo Tribunal Militar (fundado em 1641), só para citar estes. Por isso convém manter as culatras limpas e as baionetas caladas.

O Batalhão Escolar – ainda ninguém se atreveu a chamar-lhe uma dessas siglas idiotas e inexpressivas com que têm maculado os corpos militares e militarizados – desfilou garboso pela principal avenida da capital – que melhor estaria engalanada – para espanto dos turistas desprevenidos e gáudio da assistência constituída maioritariamente, por ex-alunos e familiares dos actuais.

É simplesmente um “espectáculo” que dá gosto ver.

As moças ombrearam galantemente com os seus colegas rapazes, apesar da sua entrada forçada em ambientes restritos à masculinidade, baseada em cretinas teorias do género que um desalmado, canhestro e com o freio na boca, poder político, impôs. A cerimónia foi presidida pelo Vice-Chefe de Estado-Maior do Exército (ele próprio um ex-aluno), mas não ficaria mal ao actual Comandante do Exército por lá passar também, apesar de ter sido o único candidato ao cargo que quis acompanhar, posteriormente, o senhor ministro na sequência dos tristes acontecimentos que levaram à demissão do seu antecessor, General Jerónimo.

Infelizmente o Colégio Militar representa tudo o que o maldito do politicamente correcto abomina e a generalidade da classe política/partidária escarnece. E os poucos que não escarnecem estão calados.

Tal acontece por muitas razões de que elencamos algumas; logo por se chamar Colégio Militar, duas palavras que para estes infelizes, não ligam; depois porque é uma escola séria que funciona como tal, isto é, os professores ensinam e os alunos estudam; todos trabalham.

Cumprimentam-se uns aos outros com a saudação diária e com continência, o que é correspondido. Não se grafitam as paredes, não se fumam charros e não se falta às aulas; os alunos não desrespeitam os professores e os progenitores não agridem os mestres.

Tão pouco se praticam experiencias pedagógicas delirantes.

Existe um Código de Honra (imaginem!) e as faltas e os maus comportamentos são punidos.

Os calaceiros dão-se mal, os ladrões são expulsos e as actividades sexuais ficam na esfera do privado. Fora do colégio.

O esforço é premiado, o hedonismo não é prioridade e o colectivo prefere ao indivíduo.

A Ética conta, assim como os princípios morais e religiosos. O Bem ainda é chamado de Bem, e o Mal de Mal.

Onde os deveres preferem aos direitos e estes decorrem naturalmente dos deveres cumpridos.

O Colégio Militar é, no fundo, uma casa onde existe hierarquia, ordem, disciplina, autoridade, obediência, ética, liderança, onde se elogia o trabalho, se ama a Pátria e se serve a Nação.

Tudo termos, farão os leitores o favor de reparar, que praticamente e há décadas, desapareceram do discurso político e do faladrar mediático.

Longa vida ao Colégio Militar. Alma até Almeida.

João José Brandão Ferreira
Oficial Piloto Aviador
9-3-2017