Arautos d'El-Rei | Condolências pela morte de um assassino
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Papa Francisco parece reverenciar Fidel Castro, o velho carrasco dos católicos persguidos em Cuba

Condolências pela morte de um assassino

Que mal há em manifestar sentimentos de pesar pelo falecimento de um amigo?… Que mal há em oferecer orações por alma dele?… Que mal há em confiar todo o povo cubano à materna intercessão de Nossa Senhora?… Vejamos então:


Com palavras simpáticas e bem escolhidas para uma mensagem de condolências ao Presidente cubano, o Papa Francisco mesmo assim não disfarçou o seu apreço pelo falecido ditador Fidel Castro (foto acima), responsável pelo fuzilamento, prisão e tortura de milhares de católicos que resistiram à perseguição do regime comunista em Cuba, imposto desde 1959 até à data.

A política de aproximação do Vaticano ao regime totalitário de Havana (e não deste ao Vaticano, ou melhor, ao Catolicismo…) já vem pelo menos do pontificado de Paulo VI, tendo sido sempre conduzida com o cuidado de ir aguentando o comunismo e nunca com o objectivo de responder ao grande anseio do povo cubano, ou seja, de o libertar desse regime ateu, perseguidor da religião e violador dos direitos humanos.
Che Guevara, Raul Castro e Fidel CastroA visita do Papa Francisco a Cuba, em Setembro de 2015, foi talvez o ponto mais alto dessa nefasta política de aproximação e constituiu uma clara homenagem às mais revolucionárias figuras do impiedoso regime: Che Guevara, Raul Castro e Fidel Castro (na foto acima, da esquerda para a direita). Che Guevara morreu em 1967, mas a sua figura estava bem presente e destacada numa enorme imagem que ocupava a parede de um prédio (foto abaixo) na Praça da Revolução em Havana, onde o Papa Francisco celebrou missa (20-9-2015) perante uma multidão de fiéis católicos e não de “fiéis” do Comunismo, de Che Guevara, de Fidel Castro e de seu irmão…

"Missa" de "glorificação" do comunismo cubanoTodos estes três líderes comunistas tinham as mãos manchadas com o sangue dos católicos que eles próprios fuzilaram, espancaram ou encarceraram e nunca nenhum dos três mostrou publicamente arrependimento pelos crimes cometidos, nem vontade de os reparar.
Com alguns recuos e concessões estratégicas, Raul Castro tem seguido desde 2006 a mesma política de seu irmão Fidel, abertamente apoiado pelas principais figuras da hierarquia da Igreja Católica, para dar mais “credibilidade” ao regime.
É neste contexto que agora surgem as palavras do Papa Francisco, em mensagem enviada ao actual ditador cubano:
«Excelentíssimo Senhor Raúl Modesto Castro Ruz
Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba
La Habana
Ao receber a triste notícia do falecimento de seu querido irmão, o excelentíssimo senhor Fidel Alejandro Castro Ruz, ex-Presidente do Conselho de Estado e do Governo da República de Cuba, expresso os meus sentimentos de pesar a Vossa Excelência e restantes familiares do defunto dignatário, assim como ao governo e ao povo dessa amada nação.
Ao mesmo tempo, ofereço preces ao Senhor pelo seu descanso e confio a todo o povo cubano à materna intercessão de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, patrona desse país.
Francisco pp.»