Arautos d'El-Rei | “Justiça” ou pretexto para humilhar as Forças Armadas?…
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Treino de Comandos

“Justiça” ou pretexto para humilhar as Forças Armadas?…

A Detenção dos Militares Comandos

É lamentável como um agente judicial, no caso presente uma procuradora do DIAP ousou justificar a detenção dos Militares dos Comandos, antes de os mesmos serem  sequer ouvidos pelo juiz de instrução criminal, afirmando que os mesmos alimentavam um ódio patológico em relação aos Militares falecidos no decorrer da instrução.
É preocupante como aquele agente judicial, de uma forma grosseira, assume uma posição de enorme subjectividade e de flagrante preconceito em relação aos Militares detidos.

É lastimável que aquele agente judicial, caso, na realidade, tenha proferido aquelas afirmações, possa estar a tentar influenciar e manipular a decisão  do juiz de instrução que esteja mandatado para o processo, no sentido do agravamento das medidas de coacção que venham a ser decididas.

É nauseante verificar que aquele agente judicial, com a sua interpretação, tenha proporcionado um vasto terreno de desinformação pública e de intoxicação noticiosa aos OCS do costume (aqueles em que os jornalistas são, na realidade, jornaleiros pagos à linha).
É, ainda, inacreditável como aquele agente judicial com a sua visão enviesada e, sobretudo, preconceituosa  dos factos ocorridos, acabe por condenar, na praça pública, cidadãos presumivelmente inocentes, e a quem, ainda, não foi dada possibilidade de se defenderem.
Finalmente,  é deveras inquietante assistir à forma verdadeiramente excessiva como os Militares em causa foram tratados, ao serem detidos para posterior apresentação ao juiz de instrução, como se fossem criminosos apanhados em flagrante delito.
E é, igualmente, inquietante e levanta fundadas interrogações como é  que nenhuma Entidade se insurgiu, até agora, com o vergonhoso achincalhamento a que as Forças Armadas, indirectamente, estão a ser  sujeitas em todo este processo, e como é que tem sido possível a aparente omissão e demissão de quem deveria assumir as mais firmes posições na defesa da sua credibilidade e da sua imagem no seio da sociedade.

Joaquim F. Monteiro
Tenente-General