Arautos d'El-Rei | “Descolonização exemplar”: a herança “desconhecida” do 25 de Abril
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Soares e Machel

“Descolonização exemplar”: a herança “desconhecida” do 25 de Abril

Sempre que se comemora a revolução marxista de 25 de Abril de 1974, muito se fala, muito se omite e muito se mente sobre a nova era política que ela veio estabelecer no País: uma era de “liberdade e democracia”, rumo ao socialismo, conforme declara a Constituição de 1976. Recorde-se, a propósito, que socialismo é “parente” muito próximo de comunismo e de nacional-socialismo/nazismo e por isso não tardaram a revelarem-se falsas essa “liberdade” e essa “democracia”. A primeira rapidamente se transformou em libertinagem e a segunda rapidamente passou a “democradura”, sendo uma e outra, desde o início, regidas pela mentira, pela censura, pela demagogia, pelo oportunismo e pela corrupção.

Mário Soares foi um dos principais actores da vil e triste “descolonização exemplar”, forjada pelos revolucionários de Abril. A foto mostra o momento em que o líder socialista consuma, em Lusaca (1975), a entrega da Província Ultramarina de Moçambique a Samora Machel, líder do movimento terrorista “FRELIMO”.

O melhor exemplo disso foi aquilo a que os revolucionários de Abril chamaram de “descolonização exemplar”, ou seja, o vergonhoso abandono das nossas Províncias Ultramarinas e a sua entrega traiçoeira aos diversos bandos de guerrilheiros que em pouco tempo estabeleceram o caos, a perseguição, os fuzilamentos, a paralisação da economia, a pobreza extrema e uma guerra civil devastadora (em Angola e Moçambique).
Dessa “descolonização exemplar” ainda hoje vivem entre nós muitas testemunhas. Chamaram-lhes retornados e são eles a prova viva da grande traição de Abril e de uma tragédia humanitária que até hoje continua a ser manhosamente silenciada e censurada, neste regime de alegada “liberdade e democracia”, rumo a um novo comunismo ou nacional-socialismo.
Chamaram-lhes retornados é precisamente o título de um excelente trabalho de Helena Matos, publicado no Observador e cuja leitura recomendamos vivamente. Trata-se de um verdadeiro capítulo da recente História de Portugal, mostrando a traição e a vergonha que foi essa “descolonização”, assim como o drama dos refugiados que vieram do Ultramar. Esta é a herança “desconhecida” do 25 de Abril…