Arautos d'El-Rei | Efeitos nefastos do chamado “Acordo Ortográfico” a nível institucional e oficial
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Efeitos nefastos do chamado “Acordo Ortográfico” a nível institucional e oficial

A iliteracia já era um fenómeno em crescimento no País em decorrência da má qualidade do nosso Ensino, em especial do ensino do Português. No entanto, com a aplicação forçada do chamado “Acordo Ortográfico” (AO), essa iliteracia atingiu agora os escalões da própria governação e das instituições com “visibilidade pública” (comunicação social, câmaras municipais, hospitais, etc.).
A confusão é de tal ordem que já se tornou comum escrever “fato” em vez de facto, “impato” em vez de impacto, “contato” em vez de contacto, interrutor” em vez de interruptor, etc., etc. Só para exemplificar, veja-se na transcrição abaixo a “harmoniosa combinação” entre o antes e o depois do AO:

“1.    Data da consulta:           Hora:
“2.    Se por algum motivo não puder comparecer, na data e hora indicadas, contate o respectivo centro de saúde e altere para uma data que seja conveniente e possível.
“3.    Se no ponto 1 não estiver assinalada uma data, contate o respetivo centro de saúde e efetue a marcação.”


Fonte: “Programa Nacional de Promoção da Saúde OralUma iniciativa do MINISTÉRIO DA SAÚDE”, Circular de Maio de 2014, distribuída nas Escolas (!!!)

O uso generalizado do chamado “Acordo Ortográfico” não prova a sua alegada “fiabilidade”, da mesma forma que o uso generalizado da fast-food não significa que ela seja racional e saudável. O AO generalizou-se por imposição política (provavelmente inconstitucional) e faz parte de uma abrangente Revolução Cultural que visa a subversão dos nossos Valores e da nossa Cultura. Para defender a Língua Portuguesa e as suas naturais variantes, cumpre continuar a escrever correctamente em Portugal!