Arautos d'El-Rei | O genial arquitecto de Westminster
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Westminster & Big Ben

O genial arquitecto de Westminster

Do Palácio e Abadia de Westminster [fotos], já toda a gente viu imagens e já milhões de pessoas o visitaram, mas poucos sabem quem foi o seu genial arquitecto.

Chamava-se Welby Pugin. O seu pai era um arquitecto francês de origem nobre que emigrou para Inglaterra durante a Revolução Francesa (1789). Nasceu em Londres no dia 1 de Março de 1802.

Foi educado pela sua mãe inglesa num rígido protestantismo, mas converteu-se ao Catolicismo pela admiração que tinha pela arte medieval.

Em 1834, Pugin decidiu ingressar na Igreja Católica. Assim descreve ele os motivos que o levaram a isso: “Fiquei totalmente convencido de que a Igreja Católica, Apostólica, Romana é a única verdadeira. Aprendi as verdades da Igreja Católica nas criptas das antigas igrejas e catedrais europeias. Procurei verdades na moderna igreja da Inglaterra e descobri que ela, desde que se separou do centro da unidade católica, tinha pouca verdade e nenhuma vida. Desse modo e sem que tivesse conhecido um único sacerdote, ajudado apenas pela graça e pela misericórdia de Deus, resolvi entrar na Sua Igreja.”

Para um rapaz de dezanove anos, no começo de uma brilhante carreira, não foi fácil adoptar essa decisão. Ele sabia que isso significava a perda do trabalho e da posição social. Mas foi assim que realmente quis. Tornou-se católico e dedicou-se de corpo e alma ao renascimento do gótico na Inglaterra porque – dizia ele – era a única arte que considerava realmente cristã. Apesar de ter sido ocultada a sua obra, chegando-se a apagar o nome dele das fachadas dos edifícios que construiu, o seu estilo inconfundível está patente em Westminster, na fachada que dá para o rio e na Torre do Big Ben.

A sua obra arquitectónica estendeu-se pela Inglaterra, sendo visível em capelas ou em grandes igrejas, e também em vários monumentos da Europa continental.

Pugin dedicou-se não apenas ao renascimento do gótico na arquitectura, mas também ao cerimonial, empenhando-se em conseguir que nas igrejas por ele construídas, todas as celebrações fossem realizadas com a devida pompa e sacralidade, acompanhadas apenas de música gregoriana. Uma testemunha que assistiu à missa inaugural da capela de Oscott, afirma que se sentia num ambiente de sonho quando a luz do sol começou a entrar pelos vitrais, iluminando as paredes com tons de ouro e púrpura.

WestminsterDizia Pugin que, para ele, a arquitectura e a religião estavam estreitamente unidas e orgulhava-se quando lhe chamavam “o arquitecto católico”. Teve uma vida muito curta, não chegando aos quarenta anos. Foi profundamente odiado pelos seus contemporâneos protestantes e também por um pequeno número de eclesiásticos católicos que o consideravam anti-moderno e “retrógrado”.

A conversão deste homem notável mostra-nos como a arquitectura das igrejas tem influência na Fé e como afinal o estilo gótico continua vivo e actual, sobretudo num dos monumentos mais emblemáticos do mundo e que melhor simbolizam a grandeza da Inglaterra e da sua Monarquia: o Palácio de Westminster.

Fonte: Acción Familia