Arautos d'El-Rei | Os renegados da ditadura
478
post-template-default,single,single-post,postid-478,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,vss_responsive_adv,qode-content-sidebar-responsive,qode-theme-ver-10.1.1,wpb-js-composer js-comp-ver-5.0.1,vc_responsive
Censura

Os renegados da ditadura

Uma Constituição da República, que aceita ser legítimo um Chefe de Estado, eleito por sufrágio directo e universal, reduzido a apenas 40% do eleitorado português, só pode ser considerada de anti-democrática.


José J. Lima Monteiro Andrade

A decadência da nossa sociedade, expressa-se através do desprezo pelos princípios e pelos valores naturais, que constituem a essência do equilíbrio social e político.
A ditadura do relativismo está aí em força a dominar as mentes dos portugueses.
Os princípios e os valores, são substituídos por regras (leis) que as minorias impõem à maioria do povo português. Essas regras (leis), que são assim impostas, são o resultado da mentalidade dominadora dos detentores do poder político nacional.

 

Uma mentalidade que não respeita e despreza, o sentimento e a vontade, da maioria dos portugueses e os seus valores essenciais, que despreza o equilíbrio da sociedade portuguesa.
Vivemos numa Ditadura.
Uma Constituição da República, que aceita ser legítimo um Chefe de Estado, eleito por sufrágio directo e universal, reduzido a apenas 40% do eleitorado português, só pode ser considerada de anti-democrática.
Se aceita como legitimo uma eleição com uma participação desta natureza, também aceitará como legitima uma eleição com participações muito menores e renega o princípio essencial e insubstituível da legitimidade democrática…a sujeição das minorias á vontade expressa da maioria.
Esta Constituição aceita como legitima, toda e qualquer ditadura.
O novo argumento revela bem o sistema e a mentalidade anti-democrática dos senhores do regime e dos seus arautos.
Quem não votou, não cumpriu um direito e um dever, por isso é desprezado.
Ou seja, quem não votou, quem exerceu um direito reconhecido pela Lei, é agora desprezado na sua vontade, na sua indignação, na sua opção, na sua incredibilidade, na sua revolta, no seu descontentamento….sendo desta forma considerado um renegado.
Renegados que são a maioria, a quem se pretende retirar a expressão da sua atitude e reduzir ao silêncio ou, pior ainda, obrigar a serem acomodados pela negação do seu direito.
Esta ditadura, não tem sequer o pudor de se afirmar como tal, usando e abusando através do incrível amordaçamento da expressão de vontades e da proscrição dos princípios, que não tem vergonha de continuar a afirmar.
Os interesses particulares, dominaram os partidos políticos, perverteram a democracia, destroem os alicerces da sociedade portuguesa, referenciaram uma mentalidade de dominantes e dominadores, destruíram a liberdade.
Os resistentes são hoje acusados e desprezados…são renegados, porque não estão conformados, nem submissos.
A estes renegados do regime, impõem-se uma palavra de respeito e estímulo.
Eles são a maioria dos portugueses, é neles, que estará a força da resistência contra a ditadura do relativismo e contra a ditadura em que deixou reduzir o actual regime político.
Será nestes renegados, que poderá estar a esperança de salvar Portugal e de salvaguardar a liberdade dos portugueses.
Por isso, que os renegados não se ofendam com a acusação, mas reajam com firmeza e determinação ao desprezo a que os querem ostracizar.
Portugal precisa deles, da sua determinação, dependerá a salvaguarda de dos princípios e valores essenciais, para evitar a decadência de um nobre povo e a liberdade, soberania e independência da mais nobre Nação do Mundo.

27-01-2011